02/03/2010

Em 2006, sete associações de moradores e uma associação comercial da Zona Sul se posicionaram contra a possibilidade do supermercado Mundial abrir uma filial na Gávea. As associações da Gávea, Alto Gávea, Leblon, Alto Leblon, Ipanema, Humaitá e Botafogo e a Associação Comercial do Leblon enviaram cartas ao então secretário municipal de Urbanismo, Alfredo Sirkis, pedindo  que fosse mantido o parecer contrário à instalação de um supermercado na rua Marquês de São Vicente - atividade proibida pela lei do zoneamento -, devido ao grande impacto no trânsito que causaria.

A rede Mundial pretendia se instalar em um imóvel localizado na Rua Marquês de São Vicente entre a Praça Santos Dumont e a Rua Embaixador Carlos Taylor. A Marquês de São Vicente já possui um shopping - construído antes do decreto de 1987 - e forte comércio de pequeno e médio porte entre a Praça Santos Dumont e a Rua Embaixador Carlos Taylor.

O imóvel abrigou o laboratório Moura Brasil e foi vendido pela antiga proprietária, Dow Chemical, para a rede de supermercados após a revogação de um decreto de desapropriação para que a PUC (Pontifícia Universidade Católica) construísse ali um centro de pesquisa tecnológica. No entanto, o motivo da revogação pela Prefeitura decorreu da falsificação de uma declaração de desistência da PUC. Constatada a fraude, a Prefeitura renovou a intenção de desapropriar a área e toda a questão foi parar na Justiça. Contudo, como a prefeitura nunca pagou, na prática não houve desapropriação. E a PUC não conseguiu viabilizar a construção do pólo de pesquisa.

Em 2008, foi aberto um processo na Secretaria de Urbanismo pedindo autorização para a abertura de uma loja de móveis. A autorização foi negada.