Tenho 60 anos, sou casada, tenho três filhos, três enteados e três netos.
Fui eleita vereadora ao concorrer pela primeira vez em 2004. De uma família mineira, com políticos de ambos os lados e pais com intensa militância, a política sempre esteve presente no meu cotidiano. Mas a profissão de jornalista, que desempenhei nos últimos 30 anos, adiou por muito tempo o envolvimento na política partidária.
Trabalhei no Jornal do Brasil, em O Globo, na TV Globo, no Brasil e no exterior, em diferentes momentos. Nos últimos 15 anos, até me aposentar, em 2002, fui proprietária de uma agência de comunicação, que chegou a ter 70 funcionários. Conheci, portanto, os dois lados do balcão - o do assalariado e o do empresário.
Escolhi o PSDB porque defendo os ideais da social-democracia. Minha eleição foi uma surpresa para quem conhece o jogo político-eleitoral. Venci a eleição sem ter um dos pré-requisitos normalmente considerados essenciais para vencer: sem parente com mandato, sem máquina de Governo, sem centro de assistência social, sem aparecer no rádio ou na TV.
Levei para a Câmara Municipal a mesma curiosidade que acompanhou minha vida de jornalista. Entender porque as coisas são como são; buscar a verdade dos fatos; acreditar que o bem comum deve sempre se sobrepor ao interesse segmentado. Generalistas como são, em geral, os jornalistas, tive o cuidado de cercar-me de especialistas em meu Gabinete para exercer com qualidade meu mandato.